terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tua árvore...

Vê a arvore que sou e abriga-te...
Vê a fruta que dou e alimenta-te...
Vê a minha sombra e refresca-te...
Vê o meu fim chegar e mata-me. Leva-me tu o suspiro final, deixa apenas o lugar. Às tuas mãos não  será  morrer de verdade,
Será partir como quem dorme mas com tanta dignidade.
Dizem que as árvores não  têm sangue, que dos humanos não pode a seiva brotar. Pois...
Faz d mim a tua árvore e o mundo entenderá que
(Image from pintrest)
no sangue existe seiva suficiente para fazer um amor nunca acabar.

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