terça-feira, 7 de julho de 2015

Não me habitues...





Não me habitues á tua ausência, que o tempo passa e é dormência...
Não me habitues a esse lento doer.
Não me habitues á melancolia que outrora foi inocência,
Não me empurres para o anoitecer.
Não me habitues a que te vás sem ao menos te escutar,
Não me habitues a não precisar de precisar-te para respirar...
Não me habitues ao vazio de nada sentir,
Não me habitues ao deixar-me levar,
Não me habitues a nada querer, ao nada que pode surgir,
do quebranto de te ver afastar.
Porque a lentidão e a velocidade dos dias se misturam em turbilhão.
E talvez com mais nada me importar,
Nem sei já se ainda devo dar ouvidos ao coração,
Ou se será mais fácil nem o considerar...
O desânimo me toma e eu me deixo por ele tomar,
Pois esta batalha tantas vezes me veio desfiar,
A tantas me vens habituando...
Não me habitues mais, porque o pior é habituar.

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