segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lembro...

Lembro de quando partiste, do que via e o que em mim viste.
Reboliço e frenesim no cais, naus, tantas, tantas e outras tantas mais.
Mas lembro que não as contei, apenas numa me fixei. Dançava já em ameaça, de me levar o peito e deixar dor que não passa.
Lembro de quando partiste, de te aperceberes do que em mim viste, pois na direção do desconhecido sorriste.
Sabias que sentiria dor por te ver zarpar, sem tempo certo, se é que seria certo o teu regressar, mas sabias que mais iria doer, saber-te preso em terra só para que não viesse a sofrer.
Lembro de quando partiste, abençoei as ondas com doce maré, agarraste a liberdade e a coragem, outros se agarraram á fé.
Lembro quando já longe me acenaste e eu me inclinei. Não, não me lancei ao mar, foi do chão que o teu dobrão apanhei..mas tu pensaste que desisti ali da vida e não voltaste, mas por ambos sempre voltei.