segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quantas vezes...

Quantas vezes me cruzei contigo? Quantos pôr do sol já vimos juntos? Quantas noites de luar já ambos observamos? Longe, sem sequer sabermos da existência um do outro? Foras anjo que de leve me tocou no rosto com um simples olhar? Fora eu ave que livre num céu maior e mais infinito me deixei voar? Que estranha presença na tua presença sem te tocar. Que estranha devoção ao aconchego do teu peito, sem nele me aconchegar. Que estranha dor, sem motivo para me magoar. Eu vou num fluir de rio manso, para descobrir como é flutuar, na esperança de ver o teu reflexo sobre as águas a me observar. Olha-me nos olhos, para que também eu te possa contemplar, tantas perguntas, anjo, que teria para te colocar, mas... Quantas vezes me cruzei contigo? Quantas estrelas em teus braços foram possíveis de contar? Nenhumas, nada sei, pois tudo é sonho, talvez a tua máscara seja eu e é através de mim a única maneira de te revelar...

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