quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O pouco do tudo que me preenche muito...

Mãos abertas que me ofereçem o muito que busco, contudo a olho nu, nada contêem.
Encontro com os olhos da alma, aquilo que o corpo não alcança pela sua limitação humana.
E vejo-te, e vês-me, e vemo-nos. Sinto-te e sentes-me, sentimo-nos. Em mim.
As imagens são lindas, mas o sentimento não se vê de igual modo, literal, não assim
Somos tão pequenos,diante desta imensidão verdejante, tão pouco o espaço que ocupamos e quanto mais pequena a nossa presença, maior a sua beleza. Mas, só deste modo, nela, em nosso interior, nos podemos fundir, buscar o que realmente tem valor. Generosa paisagem que me ofereçe um pouco do tudo que me preenche muito, me eleva num sopro de vida renovada e com o vento ao seu constante serviço, guiou-te, guia-te, na minha direcção...a mesma estrada.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quantas vezes...

Quantas vezes me cruzei contigo? Quantos pôr do sol já vimos juntos? Quantas noites de luar já ambos observamos? Longe, sem sequer sabermos da existência um do outro? Foras anjo que de leve me tocou no rosto com um simples olhar? Fora eu ave que livre num céu maior e mais infinito me deixei voar? Que estranha presença na tua presença sem te tocar. Que estranha devoção ao aconchego do teu peito, sem nele me aconchegar. Que estranha dor, sem motivo para me magoar. Eu vou num fluir de rio manso, para descobrir como é flutuar, na esperança de ver o teu reflexo sobre as águas a me observar. Olha-me nos olhos, para que também eu te possa contemplar, tantas perguntas, anjo, que teria para te colocar, mas... Quantas vezes me cruzei contigo? Quantas estrelas em teus braços foram possíveis de contar? Nenhumas, nada sei, pois tudo é sonho, talvez a tua máscara seja eu e é através de mim a única maneira de te revelar...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E as minhas? Ainda as estou a viver...

Abraço-me á grande árvore onde por entre os ramos oiço histórias que o vento traz...algumas maiores, arrebatadoras,outras menores e suaves, mas todas eternas, segundo ele, no coração de quem as vive, ou viveu...