quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

De quanto precisa o homem para ser feliz?


...de algumas coisas, de tudo, de tanto, de pouco ou de nada? Ou precisa daquilo que nunca sentiu ser o suficiente, porque nunca lhe faltou antes?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sonho...

Salpicos de chuva que se vão tornando mais intensos,
anunciam no meu rosto que o inverno ainda só agora começou.
Ventos furiosos rodopiam á minha volta, numa dança violenta,
como se fora algo em mim que os chamou.
Lá em baixo erguem-se as águas de um mar em alvoroço,
iluminadas pelo relâmpago que cruza um céu carregado.
Entre o equilíbrio do belo e do aterrador, a natureza palpita,envolve-me,
reclama-me para senti-la, perante o meu olhar assustado.
De novo, um raio de fogo, na minha direção, estendo as mãos para o acolher,
vejo aos poucos o medo desaparecer e fecho os olhos, cada vez que sinto a terra tremer.
Não sou mais que um ser a contemplar a beleza do que parece medonho,
sou talvez uma mulher que durante o sono, ouve o inverno e tudo é sonho.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O espelho...

Em algum momento, já toda a gente olhou para o espelho e se perguntou quem seria a pessoa nele refletida. Em algum momento, toda a gente já evitou, ao menos uma vez, enfrentar o próprio reflexo. Ou porque não estava para aí virado, ou porque não queria entrar num daqueles monólogos que trazem á baila mais perguntas que respostas. Enfrentar o espelho é mais difícil do que parece, mesmo quando nos sentimos cheios de auto estima, pois há a tendência inata de encontrarmos sempre um ou outro senão. Mas, deverá isso impedir de confrontar o outro eu, que nos olha fixamente do outro lado de um pedaço de vidro? E o que se pode chamar de espelho afinal? Para alivio de quem passa rápido em frente a tudo que lhe possa devolver a imagem, existe sempre o chamado espelho humano, e talvez o melhor de todos, ou seja, o semelhante que se cruza connosco ao longo dos dias, dos meses, dos anos, da vida em geral, desde o simples individuo que se esbarra connosco na rua, até àquele que faz totalmente parte integrante da nossa vida. Esses sim são os espelhos mais fieis a devolver a imagem daquilo que realmente somos, nem sempre o mais fácil, mas o mais gratificante e o que nos faz sentir mais conscientes do que há a manter e do que há a mudar. Contudo, ficarmos a sós com nós mesmos também é bom, em frente do dito pedaço de vidro, mas só depois de trabalharmos a parte em que nos aceitamos para poder olhá-lo nos olhos e...sorrir, ou chorar, mas, sem medos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Bruma...

O inverno é mais frio na penumbra que cobre o meu espaço. Olho além, num esforço de desviar a atenção das palavras que aparecem escritas no meu rosto pálido do frio. Não posso gritar ou murmurar que sinto a tua falta, porque não devo acordar os lobos. Estou a tentar não marcar a neve por onde passo, leve como uma pena, para que se me perca o rasto. Que posso fazer? Abro as asas na direcção do céu e pergunto: " Para que serve a imortalidade longe de ti? ", mas, novamente ao sentir o frio percorrer-me é que me apercebo que já não sou mais imortal. O inverno é mais frio na bruma que oculta o meu mundo, mesmo assim atravesso, como quem atravessa o tempo, deixo-me embrenhar na força que me puxa para lá. Tiveste a oportunidade de me salvar , tive oportunidade de te salvar, mas anjos caídos não são mais imortais que os humanos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011