sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

You´re real...

Entre o sono e o despertar, viste-me sonâmbula a caminhar,
por entre folhas outonais, caídas, em tons desiguais.
Na penumbra de um lugar, onde até o sol custa a entrar,
disfarçados pelas sombras tremidas, das árvores meio despidas,
mãos de anjos, estendidas.
Aos poucos um acordar, por uma voz que pareceu desde sempre me esperar,
desde sempre me ver, desde sempre me conhecer.
Dispensam-se as palavras do : " Quem és?", pois viste que sou aquilo que lês.
Tuas mãos não foram das que vi, angelicais, são quentes, frias, são reais.
Agora, sem pressa me vais guiando, nos tropeços me segurando,
não és anjo, não és mortal, és igual a mim sem ser igual,
ganhas asas quando me apareces, despe-las quando ao meu lado adormeces.
Eu sou a musica que gostas de compor, mas é a tua voz que lhe dá sabor,
eu sou a paisagem contornada pela luz, mas são as tuas mãos que  desenhando, a traduz.

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