sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Não te apresses"

Não te apresses, não leves o entardecer,
o tempo não vai parar, só porque começas a correr.
Queres mostrar-me de que é feito o luar,
mas, não te apresses, ele mesmo se acaba por mostrar.
Deixa-me primeiro sentir nos teus dedos,
a força que os prende aos meus, como pactos em forma de segredos.
Também sei ser como a brisa discreta,
prometo, ficar a ouvir-te, quieta.
O vendaval de que chamas a minha alma,
é o que me protege enquanto a tempestade não se acalma.
Não te apresses, que a pressa não deixa sonhar,
repara que não temos asas, mesmo assim estamos a voar

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