quinta-feira, 5 de agosto de 2010

No horizonte, o infinito...

Quando no horizonte se deslumbra o infinito,
o infinito que temes,
procuro nas voltas de um mundo maior, um caminho mais cheio de recantos nas bermas.
"Não nego a doce loucura, pelo medo de uma tristeza gloriosa". Vou repetindo a cada tropeçar.
Desnudo ao longe com o olhar,
cada forma de sombras, para encontrar,
o ser misterioso que me faz revelar.
A queda de água parece maior, as árvores mais cheias de vigor, o som do vento é de ensurdecer.
Ou será reflexo, miragem, alucinação do meu delirantemente suave e lento entorpecer?
No horizonte, o infinito, que temes, que te confunde de tão perto de um qualquer céu...
Desce o sol para dar vez á lua, no horizonte que se mantém, e na mesma o infinito que temes, o infinito que sou eu.

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